domingo, 13 de janeiro de 2008

Ano novo, vida nova




Mais um ano começa e nós obviamente nos auto avaliamos durante toda a trajetória de nossas vidas, especificando, qualificando e quantificando erros, acertos, excessos e demais atos de nossas vidas e comparando com aquilo que chamamos de “sonhos”. Quando esses sonhos não se transformam em metas e objetivos conquistados, assumem a forma de fantasias e ilusões cultivadas como forma de culpa, espécie de ritual coletivo para que nossas vidas já na primeira semana de janeiro do “novo” ano, se concretize de forma ampla e irrestrita, cheia de êxitos e bonanças, afim de que nosso sucesso seja nossa melhor “vingança” em relação ao ano anterior.
Tempo de “virada e revirada” de roupas, papéis velhos, coisas que não funcionam mais, e tantos outros bens materiais de valores financeiros irrelevantes, ou de grande valor sentimental, perdido e corroído pelo tempo que não volta mais. Tarefa fácil comparando todos esses objetos e fazer o mesmo com as pessoas que aparecem em nossas vidas. Algumas merecem um pouco mais de atenção, ou uma segunda chance, uma “reciclagem” da relação um tanto quanto desgastada. Outras infelizmente seguirão a mesma trajetória das roupas e papéis velhos que insistem em ocupar parte do nosso armário e gavetas.
Também pensamos em nós, claro. Pensar no que é mais importante pra nós no momento, mudar hábitos, atitudes, cuidar do corpo, mente e espírito. Mais um encargo difícil de cumprir, porque nós nos acostumamos com as rotinas e os comodismos que a vida nos oferece, tanto que só pensamos em mudar nessa época de virada de ano, sendo que poderíamos ter feito isso bem antes, talvez até com mais planejamento e melhores recursos que agora.
Espero que todos nós busquemos o caminho entre o que se é e o que queremos ser.

1 clientes satisfeitos:

Gui ¬¬ disse...

ano novo não tem jeito, é sempre esperanças renovadas e vontade de buscar coisas e pessoas novas. Tento guardar as pessoas que me são caras e buscar aquelas q estão meio longe em convivio, mas as vezes não tem jeito como vc disse, nos desfazemos delas como elas se desfazem de nós. Mas elas foram importantes pra nós um dia, nem que por um infimo momento, e isso é o mais importante. As coisas boas que vivemos.